Gisele Faganello amplia fronteiras entre arte, comunicação e transformação

Artista visual participa da IV edição de “Mulheres que Transformam”, no Circolo Italiano, em São Paulo, levando à mostra uma trajetória iniciada em 1999 e marcada por exposições internacionais, projetos institucionais e iniciativas editoriais


Entre pintura, escultura, comunicação e projetos que aproximam a arte dos espaços de convivência, Gisele Faganello construiu uma trajetória pautada pela experimentação e pela constante renovação de sua linguagem. Em outubro, a artista participa da IV edição da exposição “Mulheres que Transformam”, realizada de 3 a 13 de outubro de 2026, no Circolo Italiano, em São Paulo, sob curadoria de Rosita Cavenaghi.

Com uma trajetória artística iniciada em 1999, Gisele desenvolveu uma produção que investiga a cor, a forma, a matéria e as relações entre o ser humano e o território. Sua pesquisa atravessa diferentes suportes, da pintura abstrata às esculturas e relevos em papier-mâché, revelando uma artista que encontra justamente na transformação da matéria um dos eixos de seu processo criativo.

Ao longo de mais de duas décadas, sua obra ultrapassou as fronteiras brasileiras e integrou exposições, salões e eventos em diversos países. Entre os capítulos de sua trajetória internacional estão participações no Carrousel du Louvre, em Paris; Artexpo New York; Spectrum Miami; exposições em Viena, além de apresentações e projetos realizados em países como Portugal, Espanha, Itália, Bélgica, Japão, Uruguai e Emirados Árabes Unidos.

Em 2026, essa presença internacional ganhou um novo capítulo com a participação em exposição realizada no Parlamento Europeu, em Bruxelas, reforçando uma trajetória construída pela circulação da obra em diferentes contextos culturais.

No Brasil, sua produção também esteve presente em importantes espaços e projetos, entre eles o Museu dos Correios, em Brasília, e a Campinas Decor, além de galerias, mostras e circuitos artísticos em diferentes cidades. Em sua cidade, Catanduva, é autora da primeira escultura abstrata instalada em espaço público, estabelecendo também uma relação permanente entre sua produção e o território onde desenvolveu grande parte de sua história.

Obra: Percepções

Arte que transforma também os espaços

A atuação de Gisele Faganello não se limita à produção de obras. Nos últimos anos, a artista passou a ampliar sua pesquisa para projetos em que arte, arquitetura, ambientação e identidade institucional estabelecem novas relações.

Em março de 2026, assinou o projeto e a execução de um Gallery Wall para a Casa da Advocacia e da Cidadania – OAB Catanduva, concebendo uma composição artística integrada ao ambiente institucional.

Também em 2026, passou a desenvolver para a Associação Comercial e Empresarial de Catanduva (ACE) um projeto de design de interiores e cenografia, que contempla desenvolvimento de conceito visual, ambientação e implantação de acervo artístico em formato Gallery Wall. O trabalho, iniciado em fevereiro e ainda em desenvolvimento, busca valorizar a estética e a identidade do espaço por meio da presença da arte.

São experiências que ampliam sua própria concepção do fazer artístico. A obra deixa de ocupar somente a tela ou o pedestal para participar da arquitetura e do cotidiano, interferindo na percepção dos ambientes e estabelecendo novas possibilidades de diálogo entre arte e público.

Arte que também se transforma em publicação

Essa capacidade de transitar entre diferentes linguagens encontra outra expressão na experiência de Gisele Faganello como jornalista, comunicadora e criadora de projetos editoriais ligados às artes visuais.

Para a Art A3 Gallery, Gisele idealizou e desenvolveu três edições da revista Art A3 Showcase, publicações impressas com cerca de 100 páginas cada, concebidas para apresentar artistas, obras e conteúdos relacionados ao universo da arte.

Além da criação e da diagramação integral dos três exemplares, participou da produção editorial das duas primeiras edições com textos de sua autoria. O projeto resultou em publicações impressas de acabamento cuidadoso, transformando a revista em mais do que um veículo de divulgação: um registro físico da produção artística e das trajetórias apresentadas em suas páginas.

A experiência reúne duas áreas que acompanham sua história profissional — arte e comunicação — e evidencia uma compreensão mais ampla da difusão cultural. Se na pintura a narrativa se estabelece por meio de cores, formas e matéria, na publicação ela se constrói pela relação entre imagem, palavra e projeto gráfico.

Uma trajetória em permanente reinvenção

Formada em Engenharia e Jornalismo, com MBA em Recursos Humanos e formação em Psicopedagogia, Gisele construiu uma trajetória profissional multidisciplinar. A experiência na comunicação, no jornalismo e na assessoria de imprensa passou a conviver com a produção artística, criando conexões que hoje aparecem também em seus projetos editoriais, institucionais e culturais.

Na arte, a pintura abstrata permanece como uma das vertentes centrais de sua produção. Paralelamente, esculturas e relevos em papier-mâché revelam o interesse pela tridimensionalidade e pela transformação de materiais, numa pesquisa em que textura, volume, cor e movimento ganham protagonismo.

Obra: Estrada

Essa diversidade não representa caminhos isolados. Pintura, escultura, comunicação, publicações e intervenções em ambientes fazem parte de uma mesma trajetória orientada pela criação e pela capacidade de construir novas formas de expressão.

É justamente essa pluralidade que acompanha sua participação em “Mulheres que Transformam”. A exposição encontra em sua trajetória uma artista que fez da transformação não apenas um conceito plástico, mas uma prática permanente: transformar matéria em linguagem, espaços em experiências, informação em memória e diferentes etapas da vida em novas possibilidades de criação.

Mulheres que Transformam

Idealizada e curada por Rosita Cavenaghi, a exposição chega à sua quarta edição reunindo diferentes trajetórias e linguagens da produção artística feminina contemporânea.

A participação de Gisele Faganello estabelece um diálogo particular com o próprio título da mostra. Depois de mais de duas décadas de produção, sua trajetória revela que transformar também significa não permanecer presa a uma única linguagem, suporte ou território.

Entre a experiência internacional e os projetos realizados em Catanduva, entre a tela e a escultura, entre a arte impressa em uma revista e aquela incorporada à arquitetura de uma instituição, permanece um mesmo princípio: a criação como possibilidade de abrir novos olhares para o mundo.

Serviço

Exposição: Mulheres que Transformam – IV Edição
Artista: Gisele Faganello
Período: 3 a 13 de outubro de 2026
Vernissage: 3 de outubro, às 16h
Visitação: diariamente, das 13h às 18h
Local: Circolo Italiano São Paulo
Endereço: Avenida Ipiranga, 344 – República – São Paulo/SP
Curadoria: Rosita Cavenaghi
Realização: Art A3 Gallery
Assessoria de Imprensa: Gisele Faganello Lahoz, Sula Costa



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